sábado, 20 de março de 2021
Jesus - O Cordeiro Pascal
segunda-feira, 1 de março de 2021
O que eu achei do "Manual para evangelismo de crianças"?
Maria Esi Boechat Leal: teóloga, pedagoga engajada com a APEC e formada em Psicanálise Clínica pelo Seminário Teológico Congregacional do Estado do Rio de Janeiro - SETECERJ. Além disso tudo, ampla experiência no trabalho infantil em igrajas, atuando junto ao seu marido dos anos de 1975 a 2011.
Tia Esi se propôs a partilhar conosco um grande compilado de todo conhecimento adquirido no curso da sua história. Uma obra que se propõe a ser uma boa ferramenta em prol da evangelização e ensino de crianças em nossas igrejas!
O livro aborda a finalidade do trabalho com crianças, apresentando-as como carentes de Jesus e da salvação. É importante que os pais considerem seus filhos, por menores que sejam, como pecadores, pois os primeiros anos da vida são os melhores para se receber a mensagem. Ademais, uma criança que cresce dentro da igreja está mais protegida de diversas setas do maligno. O livro apresenta o professor bíblico como um evangelista de crianças, apresentando as bases bíblicas do trabalho com crianças.
Em primeiro lugar, a escrita é concisa. Parágrafos constituídos de frases curtas, apresentando o conteúdo em sua maior na forma de listas não numeradas. Essa talvez seja a característica mais marcante do livro, cujo conteúdo se apresenta de forma extremamente organizada e simples.
Trata-se de um verdadeiro manual. Fica evidente a experiência da autora e sua coerência bíblica, pois muitas das informações evidenciam uma pessoa com prática com crianças, sem com isso perder a precisão teológica. Não há contradição entre a teologia e experiências da autora, o que torna a obra segura para aplicação em nossas igrejas.
Podemos seguramente dividir o livro em 3 partes: (1) base bíblica e conselhos iniciais - Capítulos 1 a 4; (2) Sabedoria com trabalho infantil - Capítulos 4 a 7; Ferramentas para classes dominicais - Capítulos 8 e 9.
A sabedoria com trabalho infantil traz diversas dicas, conselhos técnicas para a prática do evangelismo infantil, como tipos de encontro com crianças, classes bíblicas, eventos e atividades que visam alcançar a criança para Cristo, dentro da sua capacidade de compreensão da mensagem. A autora reforça a necessidade de clareza e simplicidade da mensagem, visto que os trabalhos elencados começam a partir dos 2 anos de idade, na classe de maternal.
Considerações finais
É muito bom ver meus irmãos congregacionais produzindo bom material, com a finalidade de edificar nossas igrejas! A obra da Tia Esi nos apresenta a história de uma pessoa perseverando na missão que recebeu de Cristo! Anos e anos, e eu fico imaginando quantos obreiros, presbíteros e pastores tiveram a bênção de ouvir a mensagem do evangelho através dela!
Eu tenho a tendência a me apaixonar pelo trabalho infantil, pois fui alcançado por Cristo já na vida adulta, e quando olho para as crianças da minha igreja, sorridentes e estudando a bíblia, eu penso no quanto eu queria ter crescido aprendendo sobre Jesus!
Desejo que o Senhor levante mais e mais "Tias Esi" dentro de nossas igrejas!
Recomendaria o livro?
Com certeza!
Embora o estilo mais conciso da autora não seja a minha preferência, não deixa de ser bom! É de fácil assimilação pelos nossos professores dominicais, que muitas vezes são extremamente jovens e com pouco tempo para leitura além das suas atividades habituais!
Por ser de fácil consulta e compreensão, se torna uma ferramenta extraordinária para cursos de curta duração e capacitação dos nossos professores! Ademais, tem por detrás toda a base e experiência de alguém que caminhou junto com a APEC!
sábado, 27 de fevereiro de 2021
Não seja hipócrita com a sua salvação (Romanos 6:1-2)
"Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?
De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?"
_____________________________________
O Palavra nos ensina sobre a suficiência e necessidade do sacrifício de Cristo. Como o Filho de Deus ofereceu o sacrifício definitivo em prol das suas ovelhas, capaz de remir cada pecado, de cada indivíduo, em cada geração até o Seu retorno. Isso implica, inclusive, na segurança do perfeito perdão dos pecados que sequer sabemos que iremos cometer.
Como exemplo desta verdade, Jesus nos é apresentado como aquele que perdoou os pecados cometidos pela mulher adúltera (João 8:11), da mesma forma que perdoou a covardia de Pedro, sabendo de antemão que seria negado por ele (João 21:15-22).
Cristo leva sobre si todos os nossos pecados no momento da crucificação, recebendo em Si mesmo o peso da Ira de Deus que deveria ser despejada individualmente a cada um de nós. O peso da dívida eterna, multiplicado por milhões ou bilhões de cristãos que viriam a entregar sua vida a ele no curso da história. O sofrimento justo de tantas pessoas sendo derramado ao mesmo tempo sobre um único indivíduo!
Nisto compreendemos quando Paulo nos ensina que onde abundou o pecado, a graça foi super abundante! No momento em que o pecado se fez mais presente, sendo todo imputado à um único indivíduo, a graça foi superabundante, derramando o perdão de Deus pelos séculos dos séculos.
Então um pensamento pode ter surgido na sua mente neste exato momento: Isto quer dizer que não importa o pecado que eu cometerei, jamais perderei a minha salvação! Acredite! Esse pensamento vai surgir na sua mente em diversas ocasiões.
Todos os dias da sua vida você é tentado, e em algumas oportunidades você vai se pegar diante da consciência de que está cometendo um pecado, ou prestes a cometer. É neste momento que você pode trazer a memória a segurança da sua salvação. Você pode pegar-se pensando coisas do tipo "Não importa o que eu farei hoje, Cristo continua me amando."; ou mesmo decidindo pecar com a vã ilusão de que depois você se acerta com Deus. Se esse pensamento tem justificado a maioria das suas ações, eu preciso avisar que você tem sido um hipócrita diante de Deus.
Você é hipócrita quando sonega impostos, esconde bens e fortunas da Receita Federal, e depois se apresenta diante de Deus com a justificativa que se o país não fosse tão corrupto e desfavorável ao empreendedor você não precisaria agir assim pra conseguir ter mais estabilidade financeira. E no final da noite descansar sabendo que foi perdoado, mas sem nenhuma intenção de regularizar as contas da sua empresa.
Podemos ser hipócritas diante da pornografia, da imoralidade sexual e do adultério, e tirar texto bíblico do contexto para afirmar que "a carne é fraca". E se pegar diante de Deus culpado e justificando alguma solidão, insegurança ou falta de afeto com a qual Satanás teria te tentado, mas ao mesmo tempo cedendo ao pecado, porque sabe da segurança da sua salvação. Você aceita lidar com o sentimento de culpa momentâneo que aquele prazer vai te gerar, mas sabe que os dias vão passar, que o silêncio de Deus vai terminar, e ele graciosamente vai derramar seu amor sobre você novamente! Hipócrita.
Você é hipócrita quando ora por sua igreja, por seus irmãos, por sua família, ou por quem quer que for, e logo após isso os mesmo lábios destilam palavras venenosas e fofoca. Alguém te procura, abre a sua vida, confessa seus pecados e te pede oração e auxílio em secreto. Então você fica afoito com aquela informação, e corre para partilhar com o seu grupo de oração, com sua esposa, melhor amigo, ou quem quer que seja, mesmo sabendo do grande risco daquela informação vazar. E no final da noite você pede perdão e descansa na segurança da sua salvação, tentando dizer a si mesmo que não foi fofoca, mesmo sabendo que quebrou a confiança do seu irmão, ainda que com a "boa intenção de aumentar as orações em favor de um aflito". Então você usa a sua condição de salvo e o seu dever cristão de servo como uma liberalidade para fofocar. Hipocrisia.
Nestas e em outras diversas oportunidades, você está usando a segurança da sua salvação como prerrogativa para se livrar do sentimento de culpa do pecado que você sabe que está cometendo. Você está tentando tomar para si algo que não lhe pertence!
A culpa só pode ser superada diante do verdadeiro arrependimento pelos pecados cometidos. Se não há de fato compreensão do pecado, sentimento de necessidade de mudança, intenção de mudar e principalmente amor por Jesus, é desejável que a culpa nos corroa e ajude a mortificar nossa carne! Ausência de culpa sem arrependimento é como usar Cataflam: você vai se ver livre da dor, mas não da lesão.
O que devemos fazer para não ser hipócritas em nome de Jesus?
Em primeiro lugar, reflita sobre as palavras do sermão de hoje, e tente pensar consigo mesmo se não há questões na sua vida com as quais você tem agido com hipocrisia. Não estou falando dos hipócritas que pregam sobre algo que não vivem, os quais podem muito bem ser apontados por qualquer cristão e pela igreja. A hipocrisia diante da segurança da salvação é um pecado que apenas você pode esquadrinhar.
Quando você adultera, seu irmão vê apenas o adultério. Quando você sonega impostos, seu irmão vê apenas a sonegação. Com todos os pecados é assim! Vemos apenas a ação, porém nunca vemos a intenção. Só você é capaz de saber tentou se livrar da culpa do pecado descansando na segurança da sua salvação. Só você sabe o que pensou na hora da tentação e na hora da consumação. Só você sabe o que fez para tentar dormir tranquilo a noite.
Em segundo lugar, diante da tentação e do pecado, tenha em mente o preço da cruz. Quando você pensar na segurança da sua salvação, pense no alto preço que foi pago para isso. Olhe para Jesus sendo perseguido pelos fariseus, sendo traído por um discípulo que comia à mesa com ele. Pense nele sendo raptado na calada da noite, como um bandido. Lembre que ele foi torturado, escarnecido por soldados, açoitado, humilhado.
Pense na agonia do Getsêmani. Pense em Jesus quase morto e arrastando uma cruz de no mínimo 30kg até o local da sua morte. Pense em seus pulsos e pernas sendo perfurados por pregos, e na gravidade o sufocando lentamente. Pense na tristeza de estar só neste momento, pois todos seus discípulos fugiram. Pense em ver sua mãe em choque contemplando o filho crucificado.
Pense que se Jesus foi capaz disso tudo por você, você também é capaz de vencer o pecado por Ele! Sim, haverão lutas que perderemos, mas não tente justificar que não é capaz de ficar sem pecar a vida toda! Você não precisa da sua vida toda agora, e tudo se restringe a este momento! Vença o pecado diariamente! Peça forças hoje, para vencer os pecados de hoje! É assim que se vive a santificação! UM DIA DE CADA VEZ, TODOS OS DIAS.
Eu sei que na hora o pecado parece mais forte, a vontade irresistível e o prazer indispensável. Mas pense em Jesus, que suportou todo o sofrimento no momento com olhos na eternidade. Ele não focou na dor e ofensa, e sim na glória de ver a sua igreja redimida pela eternidade no Seu sangue! Faça o mesmo!
Então eu te pergunto: Permaneceremos no pecado, para que a graça seja derramada?
Não? Então não seja hipócrita com a segurança da sua salvação!
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| Extraída de: https://www.abimaelcosta.com.br/2018/04/quando-hipocrisia-e-mascara-dos-abutres.html |
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021
Abordagem do artigo "A Comissão Pastoral da Terra e a Laudato Si"
A superação do paradigma da civilização capitalista e a abertura ao do paradigma ecológico
Ruben Siqueira
O artigo
aborda a relação da CPT com o documento redigido pelo papa, denominado Laudato Si. O texto e conteúdo do
documento chamam a tenção por diversos motivos, os quais elencarei nos
parágrafos abaixo.
Em
primeiro lugar, destaco a grande possibilidade de cristãos protestantes
unirem-se a católicos, associações paraeclesiásticas e mesmo grupos gentílicos
que defesa e promoção do meio ambiente. Isto porque a Ecologia é um assunto de
trato comum, cujas obrigações humanas e mandato cultural estrapolam barreiras
dogmáticas.
Afinal,
o cuidar da terra foi um mandato dado à humanidade, que tomada pelo pecado,
exerce exploração dos recursos naturais de forma desenfreada. No texto em
questão, os efeitos do pecado recebem o nome de “paradigma da civilização
capitalista”, o qual entra em conflito com o paradigma ecológico.
Neste
sentido, a segunda consideração é a própria necessidade da quebra de
paradigmas. Ao estudar as interações do homem com o meio ambiente, deparei-me
com a visão mais atual de exploração ambiental consciente, a qual considera os
recursos não apenas ao tempo presente,
mas também para as próximas gerações. O dito paradigma ecológico é a mudança de
cosmovisão de um modelo predatório que visa o lucro máximo para um modelo de
consumo consciente de recursos.
Tal
sistema apresentado no texto e nas faculdades de Administração possuem respaldo
bíblico, caso o cristão deseje caminhar e encontrar um ponto de contato com os
demais habitantes do planeta que não comungam da mesma fé: é a ordem do Senhor
para governar sobre a criação e cuidar do Éden, conforme vemos no texto de
Gênesis.
Em
terceiro lugar, compreendendo a missão integral ensinada por Abraham Kuyper,
cuidar do ambiente também é cuidar do indivíduo em todos os seus aspectos. Isto
porque o homem é um ser social, cujas ações causam/sofrem conseqüências dos
demais indivíduos a sua volta, tanto em escala micro como em escala macro.
Neste sentido, o texto deixa bem claro que qualquer crise ambiental não ocorre
alheia à uma crise social, visto que afetam a todos.
Geralmente
se vincula a teologia de Kuyper à necessidade de cuidar dos hipossuficientes, e
nem esta visão entra em confronto com o texto. Afinal, qualquer impacto
ambiental é sentido primeiro pelas camadas mais baixas da sociedade. Geralmente
é o pobre que sente o impacto das calamidades ambientais, das doenças,
epidemias, catástrofes naturais, etc.
Ainda
sobre a missão integral, é interessante a visão do Reino de Deus presente
entre/através dos cristãos, de forma que somos responsáveis pelas coisas que
acontecem agora. É ruim uma teologia que ensine o homem a ter os olhos apenas
no reino escatológico, sem compreender que Cristo se faz presente hoje através da Sua igreja!
A missão
integral até recebe um nome específico no artigo: Ecologia Integral. Logo, a
construção de uma cultura e cosmovisão de proteção ao ambiente.
Por fim,
o artigo é de extrema necessidade, sendo necessário que façamos a leitura sem
qualquer preconceito. Isto porque o texto em si é proposto como uma crítica ao
capitalismo predatório. Repita-se: capitalismo PREDATÓRIO.
No país
polarizado no qual vivemos, e mesmo em contexto de idolatria política
(independente de espectro político), qualquer crítica ao capitalismo, ainda que
justa, é o suficiente para rechaçar todo um trabalho, “jogando fora o bebê
junto com a água”. As críticas do artigo
são corretas, e um capitalismo que explora o indivíduo e o ambiente de forma
predatória merece e precisa ser combatido!
Encerramos
com a final do artigo, contida na Laudato
Si:
“A cultura ecológica não pode
se reduzir a uma série de respostas urgentes e parciais para os problemas que vão
surgindo à volta da degradação ambiental, do esgotamento das reservas naturais
e da poluição. Deveria ser um olhar diferente, um pensamento, uma política, um
programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade que oponham
resistência ao avanço do paradigma tecnocrático”
(LS 111)
REFERÊNCIAS:
Revista Ecoteologia, 2ª Edição. Organização: Moema Miranda. Edição/diagramação: Osnilda Lima, fsp.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
A Integridade da Pregação - John Knox
Bem...
Recentemente precisei fazer uma resenha sobre o texto "A Integridade da Pregação", do autor John Knox, e confesso que foi um dos textos que menos me agradou. Não digo com isso que a obra é ruim, mas apenas um tanto enfadonha.
Não tive a oportunidade de ler outros textos do mesmo autor, mas a despeito da qualidade teológica das informações acerca da pregação bíblica, a leitura foi extremamente custosa. O texto em si possuía 33 páginas, mas levei um tempo considerável para conseguir terminar a leitura, simplesmente por não sentir vontade de continuar.
Por vezes me sentia andando em círculos durante a leitura, e embora os argumentos e parágrafos fossem longos, tudo que Knox queria apresentar poderia ser escrito em poucas linhas. Pior ainda, por algumas vezes senti que estava diante de um emaranhado de palavras que no final sequer traziam uma definição satisfatória da ideia do capítulo.
Entretanto, confesso que minhas impressões pessoais da obra podem ser consequência direta da pouca apreciação que senti pela escrita do autor... Ou pelo menos da forma como o texto foi traduzido.
Feitas as considerações pessoais, o texto não deixa de trazer informações importantes e interessantes acerca da pregação! Destaco, neste sentido, a pregação ser considerada como uma oferta a Deus. E coloco abaixo a resenha que apresentei no seminário, tendo o referido texto como base!
Espero que possa ajudar vocês!
RESENHA:
Título do original THE
INTEGRITY OF PREACHING. Abingdon Press, New York, 1.a edição, 1957. Edição em
língua portuguesa, com colaboração do Fundo de Educação Teológica, pela
Associação de Seminários Teológicos Evangélicos. São Paulo, 1964.
Nesta
obra, o autor busca apresentar a importância da integridade na pregação,
salientando, inicialmente o desvio que a pregação bíblica estava sofrendo.
Havia, em seu contexto social e histórico, uma ênfase na cultura, experiências
pessoais e opiniões dos pregadores, ao passo que a Palavra de Deus era posta de
lado nas pregações.
Portanto,
o autor inicia pontuando que a pregação bíblica não diz respeito ao modo da
exposição, e sim quanto ao seu conteúdo. Neste sentido, é uma armadilha para
qualquer pregador perder-se do sentido do texto, ao fazer uso das diversas
ferramentas de hermenêutica e homilética. Com isto, não devemos negligenciar o
uso de tais instrumentos, visto que dados por Deus. Entretanto, é necessário
que o pregador não se distancie da Palavra, e nem analise-a de forma fria e
descomprometida.
Tal
conteúdo é nada mais nada menos do que a própria literatura de Deus, que nos
transmite Sua presença e ação poderosa, de forma que é objetivo da pregação
bíblica transmitir a mesma presença e ação poderosa do Senhor aos homens que
estão ouvindo. Portanto, a bíblia não é apenas útil na pregação, conforme Knox,
mas absolutamente indispensável.
O autor
define a pregação bíblica por quatro pontos: (1) mantém proximidade com as
ideias bíblicas essenciais; (2) se preocupa com o evento principal das
Escrituras. Jesus Cristo; (3) dá respostas e nutre a vida essencial da Igreja;
(4) a mensagem pregada é recorrente, e se repete na vida dos ouvintes e
pregador.
Em seguida,
o autor aborda a relevância da pregação bíblica, que deve ser aquela não apenas
comprometida com o contexto do texto bíblico, mas também com o contexto
presente, interrelacionando autenticidade histórica e relevância. Neste ponto,
John Knox apresenta a importância de haver equilíbrio, para que o pregador não
se torne nem desconexo com a sua realidade, e nem descontextualizado ao período
bíblico.
Knox
informa a necessidade de que para um texto seja utilizado, o pregador tenha
conhecimento acerca do seu sentido original, pois o sentido básico do texto
bíblico é o seu significado histórico. E, ainda que de fato possamos afirmar
que as palavras dos autores bíblicos são mais fecundas do que o próprio
conhecimento deles, Knox afirma que o principal autor dotado desta
característica é o próprio Jesus Cristo. O problema é que não há como alegar
que as palavras de Jesus são mais fecundas do que o seu próprio conhecimento,
uma vez que Cristo é a própria revelação, e por diversas vezes demonstrou saber
extraordinário e autoridade.
Ato
contínuo, o autor informa que pregação é ensino, e que todos os apóstolos eram
professores. Faz, entretanto, uma distinção entre profetas e professores, ao
definir que nem todos os professores eram profetas, embora todos os profetas
fossem professores.
Knox
acerta ao defender que nem todos os assuntos, por mais edificantes que sejam,
devem ser conteúdo de sermões. Os sermões precisam ter como característica a
pessoalidade, consubstanciado pelos conhecimentos, preparo, personalidade e
devoção daquele que ministra o conteúdo. Portanto, o sermão pode ser definido
como expressão humana.
Essa
ênfase na pessoalidade acaba se direcionando para o caráter de culto da
pregação. Há uma ligação íntima e necessária entre pregação e culto, uma vez que
o sermão é uma oferta a Deus, desde o preparo disciplinado até a exposição
diante da congregação com temor e tremor. Conforme bem apontado pelo autor, é no momento da pregação que o cristão sente de
forma mais aguda a sua fraqueza, vazio e pecado.
Por fim,
o autor encerra o seu texto definindo a pregação como um sacramento, tomando
como base o fato dela também se caracterizar como uma oferta a Deus.
Assim
sendo, com base no Novo Testamento, pode-se inferir que a pregação é também ação
do Espírito Santo e dom espiritual. Segundo John Knox, à semelhança da
Eucaristia, quando o pregador está proclamando o sermão, não há apenas palavras
sendo ditas, como toda a ação descrita está sendo novamente efetuada para os
ouvintes. Isso entra em concordância com o ensino de Knox ao declarar que a mensagem do evangelho é recorrente.
Conclui-se, portanto, que a pregação bíblica é aquela que mantém a integridade dos seus aspectos. É dotada de vida, poder, e ação direta do Espírito Santo, através de servos que vivem a própria mensagem pregada.
sábado, 19 de dezembro de 2020
João 20:18 - A loucura da fé
Cristo ressuscitou, mas os discípulos ainda não sabiam disso. Maria Madalena havia visitado o sepulcro pela madrugada, encontrando-o aberto. Rapidamente ela sai em busca Pedro e João com uma péssima notícia: levaram o corpo do Senhor Jesus.
Os discípulos rapidamente correm para o sepulcro, encontrando-o vazio. Os lençóis que cobriam o corpo estavam no chão, os que cobriam o rosto estavam dobrados no canto. Vendo o sepulcro vazio, os discípulos creram na notícia de Maria, de que o corpo havia sido levado, e foram embora para suas casas.
Maria, por outro lado, permaneceu junto ao sepulcro. Ela chorava pelo corpo desaparecido do seu Senhor, quando de repente foi abordada por ele. No começo, ela não havia percebido, e acreditava até mesmo na possibilidade de ser o homem que havia levado o corpo embora. Até que Jesus chama a sua atenção.
Então, ele dá a ela uma tarefa: ir até os discípulos e avisar que ele havia ressuscitado, e que estaria com o Pai. Então ela declara:
Eu vi o Senhor!
Em seguida, narra o encontro e as coisas que Ele havia lhe dito.
Na reflexão de hoje nós falaremos um pouco sobre a loucura da graça. Há momentos em que percebemos que a graça de Deus desafia as nossas expectativas e preconceitos. Cristo havia morrido, e a primeira pessoa para a qual se revelou foi Maria Madalena.
Eis o primeiro preconceito a se considerar: ela era uma mulher. A primeira testemunha da ressurreição de Cristo, que ficou responsável por proclamar que Ele estava vivo era uma mulher! Num período onde mulheres não tinham, participação no diálogo público ou político. Mulheres era submissas aos seus pais ou maridos, e quando eles morriam, tornavam-se extremamente vulneráveis, e dependiam da assistência da comunidade, sob o risco de ingressarem até mesmo na prostituição.
E esse é o segundo preconceito: Maria Madalena não era apenas uma mulher, como também aquela pega em adultério, que quase foi apedrejada em praça pública, momentos antes da sua conversão. Maria Madalena não era bem quista pelo povo, e se dependesse dele, já estaria morta há tempos pelo flagrante adultério. Ela não gozava, portanto, nem da credibilidade dos homens, quanto das mulheres, com exceção daquelas que conheciam seu histórico de conversão e caminhada com Cristo.
Quando eu olho para essa passagem, fico imaginando a incredulidade daqueles que a ouviram dizer que havia visto o Senhor! Até porque há alguns momentos antes ela havia declarado que seu corpo foi levado! Neste momento, eu começo a pensar sobre a loucura que é a graça de Deus.
Maria Madalena não é o primeiro exemplo da graça abundante e incompreensível do Senhor com a humanidade. Raabe foi uma prostituta que deu abrigo aos espias israelitas em Jericó que recebeu misericórdia da parte do Senhor, e teve sua vida preservada na invasão da cidade, passando a viver com o povo de Deus por toda a sua vida. Ela entrou para o rol da fé em Hebreus 11. Mais ainda! Tornou-se parte da própria genealogia de Jesus, como mãe de Boaz e descendente direta do rei Davi.
Este último também é um exemplo da graça. Homem que empunhava a espada, desobediente em diversos momentos, fez o censo do povo que havia sido proibido. Mais grave ainda, Davi foi adúltero e tomou a esposa do seu soldado para si, inclusive mandando-o para guerra para que morresse e pudesse encobrir seu pecado tomando Bateseba como esposa! Mas dele foi dito que era um homem segundo o coração de Deus. Salomão, seu filho, seria responsável por construir o templo ao Senhor, que até então era adorado no tabernáculo.
Salomão era sábio, e com seu governo Israel teve paz. Mas ele também é um exemplo da graça. Entregou-se à poligamia e amou mais a suas esposas do que a Deus. Suas mulheres eram idólatras de diversas nações, e seu coração acabou sendo corrompido pela idolatria, e ele passou a seguir Astarote. Ainda assim o arrependimento o alcança, e seu livro de Eclesiastes é a prova das experiências de vida adquiridas.
O ladrão na cruz morreu cristão. O discípulo que negou Jesus foi o primeiro a pregar após o derramamento do Espírito Santo. Estes e outros exemplos servem para nos mostrar aspectos maravilhosos da graça de Deus e sua aplicação em nossas vidas.
Em primeiro lugar, olhar para a graça na vida do pecador reforça a mensagem da fé:
Para o homem sem Cristo é comum esperar que qualquer boa nova venha de um homem ou mulher virtuosos e bem sucedidos. É comum esperar que eles tenham a vida impecável e idealizada de bons cidadãos e bons familiares. O que vemos na prática é que muitas vezes a mensagem é apresentada por alguém cuja multidão dos pecados exalta a infinitude da misericórdia de Deus.
Nessa hora o Espírito Santo exercita no perdido, ou mesmo em nós, a fé. É preciso ter fé para ouvir uma prostituta dizer que viu o Senhor, ainda mais depois de cidadãos “de respeito” o terem visto morrer na cruz! É preciso ter fé para crer que um rei adúltero foi um homem segundo o coração de Deus, pois se derramava em busca da sua misericórdia. É preciso ter fé quando vemos alguém cujos pecados nos são conhecidos pregar sobre o amor de Deus e não fechar de cara o seu coração, julgando haver hipocrisia ou algum interesse escuso.
Cristãos são acusados diariamente de hipocrisia, pois pecam, pecam, pecam e depois encontram Jesus. Como se a intenção fosse saborear o máximo os prazeres do mundo antes de pensar em Deus e não poder fazer mais nada. Quem se converte dentro do presídio é acusado de fazer isso pra receber redução de pena e acesso à ala de presídio separada de facção. Homens que eram fraudulentos são acusados de se converter para conseguir vantagens das ovelhas inocentes.
O que as pessoas que fazem essas acusações não entendem, é que quando elas se deparam com o testemunho e a conversão de um pecador conhecido, Deus está convocando-as e desafiando-as a ter fé! A olhar além das expectativas e acreditar! Olhar além do homem e ver Jesus operando na vida dele!
Também pode ser um exercício para a fé de alguns de nós. Há muitos lobos entre nós, e por vezes podemos cair na armadilha de não crer na mudança e conversão das pessoas! Estamos prontos para confiar no arrependimento daqueles que nos feriram? Somos capazes de perdoar aqueles que nos enganaram? Será que não temos fé suficiente para crer que Deus reergue um irmão que caiu? Que ele pode restaurar um casamento ou um cônjuge que nos feriu? Será que nossa fé é tão pequena que não conseguimos ver além das ofensas?
Quando Deus usa homens e mulheres tão escandalosos, trazendo-os para si, Ele está primeiramente lançando um desafio de fé.
Em segundo lugar, tais pecadores evidenciam a misericórdia de Cristo:
Quando testificamos a conversão de homens cuja multidão de pecados causam asco e desprezo, Deus nos dá uma breve demonstração do tamanho da Sua misericórdia. Quando olhamos para Raabe, Maria Madalena, Davi e Salomão vemos homens com pecados tão absurdos quanto os nossos, mas que no final receberam bençãos incomparáveis!
Nesse rol, especificamente, todos que foram citados eram descendentes diretos do Senhor Jesus. Maria Madalena, por sua vez, recebeu a importante tarefa de pregar a ressurreição aos homens antes mesmo dos apóstolos! Veja o tamanho das bênçãos e bondade do Senhor, a despeito do tamanho da miséria e passado de cada um!
Tais pecadores convidam você a conhecer a misericórdia de Deus. Veja que o Senhor trata com amor homens e mulheres com pecados iguais e piores que os seus! Não há qualquer pecado que você tenha cometido e que o Senhor não possa perdoar! Tenha fé em Jesus! O homem que olhava para o publicano e via mais que um ladrão de impostos; que olhava para adúltera com amor; pra prostituta com carinho. O Jesus que declara em Sua Palavra que pode e tem o poder de te fazer filho de Deus. Receba-o com fé!
Não há pecado tão grande que não possa ser perdoado quando você se coloca aos pés de Jesus. Se Deus pode perdoar estas pessoas que eu falei, Ele com certeza pode te perdoar também!
Por último, como Maria Madalena somos desafiados a declarar todos os dias… Eu vi o Senhor!
O mundo precisa saber quem causou a mudança da sua vida! Maria Madalena recebeu a missão de testemunhar as palavras que Jesus lhe disse. Nós, semelhantemente, somos desafiados a proclamar o mesmo evangelho diariamente.
Muitas vezes poderão olhar para nós da mesma forma que possivelmente olharam para ela: com descrença e desprezo. Mas podemos ser consolados na experiência de ter vivido um encontro pessoal e real com o próprio Senhor Jesus.
Ele nos deu apenas uma missão: ir e pregar o evangelho, fazendo discípulos por todo o mundo. Na sua casa, no seu bairro, na sua cidade e por todo lugar onde a sua voz consiga alcançar pessoas. Corra em direção às ovelhas perdidas e pregue que Cristo morreu e ressuscitou por elas! Pregue com a sua boca, com a sua vida e testifique a misericórdia do Senhor em relação ao pecador.
1º Ouça com fé!
2º Creia em Jesus!
3º Proclame!
Imagem extraída de:
https://blogdorogerinho.wordpress.com/2016/03/11/porque-jesus-apareceu-primeiro-para-madalena/
sábado, 21 de novembro de 2020
João 14:4-6
E vocês conhecem o caminho para onde eu vou.
Então Tomé disse a Jesus:
- Não sabemos para onde o Senhor vai. Como podemos saber o caminho?
Jesus respondeu:
-Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
___________________________________________________________________________
Durante a sua última ceia, Jesus despede Judas e alerta Pedro que o mesmo o negaria. A última ceia não foi apenas o momento final de Jesus, no qual ele desejava confraternizar com seus discípulos antes de morrer. Não foi uma mera despedida com o objetivo de deixá-los com uma lembrança doce dos últimos momentos que caminharam juntos.
Jesus passa a ensinar os seus discípulos, preparando-os para o que estava por vir assim que já não estivesse mais junto deles. Consola-os acerca da descida do Espírito Santo, os alerta acerca das perseguições, da tristeza, mas também fala da alegria quando se reencontrarem novamente. Jesus ora por esses homens e os fornece não apenas uma refeição, mas principalmente um farol de esperança quando a situação deles piorasse.
Entretanto, a principal orientação dada por Cristo é aquela que inicia com o capítulo 14 de João. Jesus informa seus discípulos que deveriam crer nEle e no Seu retorno. Ele declara que os discípulos conheciam o caminho para onde Ele estava indo.
E então Tomé, um dos discípulos o questiona. De que forma eles poderiam saber o caminho, se eles sequer sabiam para onde Jesus estava indo? Haviam acabado de ser alertados de que Cristo estava se despedindo para junto do Pai, o qual não sabiam onde habitava. Até aquele momento os discípulos não compreendiam que Jesus estava prenunciando Sua morte e ressurreição, e consideravam um local geograficamente localizado.
A resposta de Jesus é a razão de toda a igreja: Ele é o caminho, a verdade e a vida; e ninguém vai ao Pai se não for por Ele.
Essa declaração de Jesus traz alguns aspectos sobre a natureza da Sua obra redentora por nós, e também da Sua própria pessoa.
1º O caminho é a própria pessoa de Jesus, e não apenas as suas ações como homem:
Jesus declara que Ele mesmo é o caminho. Os discípulos caminharam com Cristo, aprendendo diretamente dEle e operando milagres em Seu nome. Quando Jesus diz que eles conheciam o caminho, poderia haver o risco de que compreendessem que o caminho era trilhar a mesma trajetória de obediência, abnegação, amor e martírio. Poderiam confundir a essência do cristianismo como a imitação completa do caminho de Jesus entre os homens, tomando apenas seu exemplo.
Em sentido contrário, Jesus declara que os discípulos conheciam o caminho que ele estava trilhando, pois Ele mesmo era o caminho! A salvação não se dá pelo simples exemplo, e sim pela própria pessoa de Jesus. O caminho não é a repetição da vida de Jesus entre nós, e sim o próprio homem Jesus. Diferente do que alegam os liberais, Jesus não foi um homem que morreu para deixar um exemplo do potencial humano para o bem, e sim para Ele mesmo salvar pecadores, à despeito de Suas obras pecaminosas.
Isso para nós é extremamente importante, pois leva em conta a diferença entre considerar Jesus um mero exemplo de deveres cristãos e santidade perfeita; do agente efetivo da nossa salvação. Cristo é o caminho, pois ele mesmo é quem executa a obra redentora de forma definitiva em nosso favor. Ele é o caminho, pois a salvação é concedida, a despeito do histórico de pecados ou capacidade de ser obediente; bastando apenas ter fé.
Toda a bíblia apontada para o Messias que tiraria o pecado do mundo; para o Filho de Deus que habitaria entre nós. Jesus como um exemplo não bastaria, pois cada um de nós é insuficiente e debilitado demais para apresentar a Deus qualquer oferta digna de aprovação. Imitar Jesus não bastaria, pois em primeiro lugar sequer poderíamos nos apresentar diante de Deus, pois não somos puros e perfeitos o suficiente para isso. O menor dos nossos pecados inviabilizaria a proximidade com o Senhor.
E se pudéssemos alegar que Deus no Antigo Testamento permitia ao Sumo Sacerdote entrar no Santo dos Santos através de um rito específico, tal argumento não prosperaria, pois tal procedimento apontava para o próprio Jesus, simbolizando aquilo que Ele haveria de fazer por Seu povo, de forma que Cristo continua sendo o caminho, mesmo para aqueles que viveram a esperança do Messias que ainda não havia chegado.
Também podemos considerar que mesmo se pudéssemos nos apresentar diante de Deus, não poderíamos oferecer a Ele nada digno de louvor, também por causa do pecado. Deus olha para as nossas obras "aprazíveis", morais e corretas, e vê nelas o pecado. Todas as boas obras dos homens sem o louvor e glória a Jesus são trapo de imundícia.
A finalidade de todo homem é glorificar a Deus, e tudo aquilo que é feito fora deste propósito é pecaminoso e impuro. Podemos ser ótimos cidadãos por diversas razões diferentes. Alguns homens podem temer o Estado, outros obter vantagens pessoais, construir um legado, ser engrandecido, sentir prazer, etc.
Uma boa obra aos olhos de Deus necessita ser livre da influência do pecado.
E aqui novamente Jesus é o caminho. O pecado precisa ser pago, para que o homem seja reabilitado no seu relacionamento com Deus, assim como a justiça imputa que os crimes sejam pagos. Em um sistema penal, a pena é proporcional a diversos fatores como a extensão do dano e grau de culpabilidade do seu agente. Se analisarmos, em termos jurídicos apenas estes dois, fica demonstrada a incapacidade do homem se reabilitar por suas próprias forças.
No tocante a extensão do dano, consideramos o bem jurídico a ser preservado: a glória de Deus. Deus é eternamente glorioso, infinitamente digno de louvor! Por toda a eternidade Ele É. Santo dos Santos, Senhor dos Senhores, Pai da Eternidade. Ele é Perfeito! Eterno! Portanto, a glória de Deus, se considerada como um bem jurídico, é irreparável insubstituível e incompensável para os homens, pois demandariam capacidade infinita de uma criatura que já nasce limitada em suas capacidades.
Jesus, por outro lado, sendo o próprio Deus, possui a capacidade de pagar o preço justo pelos nossos pecados. Pois Ele é Santo para se apresentar diante do Pai, e perfeito para pagar o preço dos nossos pecados. Como homem, Ele viveu a vida de total obediência e louvor que nós somos incapazes de viver.
No que diz respeito à culpabilidade do agente, é preciso esclarecer que os homens pecaram contra Deus, então a humanidade precisaria pagar o preço. Não poderíamos ser substituídos por um anjo na quitação do pecado. Mas como já falamos, seria impossível para nós fazer isso. Jesus, por outro lado, sendo homem, é o único que poderia nos substituir na condenação, trocando de lugar conosco: os seus méritos são transferidos para nós, e nossa culpa é transferida para Ele.
Conclusão
Precisamos ter os olhos em Jesus Cristo, pois Ele é o caminho exclusivo para a nossa salvação. Qualquer proposta diferente disso é ilusão e pecado. É negligência e perigo de não levar em consideração a necessidade da encarnação e redenção de Jesus.
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