domingo, 8 de julho de 2018

Cosmovisão Cristã: Aborto



E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá,
E entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel.
E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo.
E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre.
Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.
Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.
Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;
Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome.
E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem.
Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações.
Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.
Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia;
Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre.
E Maria ficou com ela quase três meses, e depois voltou para sua casa.

Lucas 1:39-56


A passagem acima narra a visita de Maria à sua prima Isabel após o anúncio de que daria a luz ao Senhor Jesus. O que podemos aprender com ela, e como esse aprendizado se aplica à nossa realidade e tempos? Vamos falar de aborto segundo a Palavra.

O presente estudo busca apresentar alguns fundamentos para a caracterização do aborto como pecado e postura não cristã, de forma que nenhum filho de Deus deve apoiar ou incentivar tanto a descriminalização quanto a prática. 

Escolhi o tema por sua relevância e atualidade. Recentemente houve muita repercussão da decisão da Argentina a qual liberou a prática  do aborto. Centenas (milhares?) de mulheres abraçavam-se comovidas e contentes, algumas carregavam nos olhos às lágrimas de alívio e felicidade. Assisti consternado a alegria de banalizar-se a vida. Pior de tudo foi ver cristãos atribuindo esta "vitória" ao Pai, agradecendo-o por mais essa "conquista"!

Fiquei preocupado com a repercussão do tema. Fui pesquisar e descobri que o tema está prestes a ser discutido pelo Supremo Tribunal Federal em Audiência Pública na ADPF 442 do Distrito Federal.

Em nosso país a discussão gira em torno da descriminalização do aborto realizado em até 12 semanas de gestação. O autor da proposta é o PSOL na ADPF 442, em oposição à criminalização do aborto voluntário prevista nos artigos 124 e 126 do Código Penal, alegando desrespeito à diversos princípios fundamentais.

Precisamos ter em mente que não se trata do eufemismo de legalizar o aborto no sentido de trazer tratamento jurídico ao tema, mas de tornar o aborto uma prática legal de forma voluntária, por decisão da mulher de querer levar a gestação a frente ou não. Isto porque o tema já possui tratamento legal.

1.   O aborto voluntário é considerado crime para a mulher (Art. 124 do CP) e para quem realiza (Art. 126 do CP).

A alegação de que se busca a legalização e descriminalização do aborto para amparar as mulheres vítimas de crimes sexuais ou em risco de vida é uma falácia, visto que já há previsão de não haver crime nestas hipóteses (Art. 128 do CP).  Nestes casos preserva-se tanto a mulher que nem é necessária investigação criminal, bastando a declaração de ter sido vítima para que um médico seja obrigado a realizar o procedimento (Portaria 1.508/2005 c/c  Julgamento do Proc 2007.51.01.017986-4 no TRF2).

De volta ao texto! Ao sexto mês da gestação de Isabel, Maria recebe o anúncio do anjo de que daria a luz ao Filho de Deus, Jesus Cristo. Após isto ela visita sua prima, esposa de Zacarias e mãe de João Batista, ao que procede:

  1. Manifestação de alegria de João Batista no ventre da mãe ao ouvir a saudação de Maria;
  2. Isabel é tomada pelo Espírito Santo e louva pela vida de Maria e do menino;
  3. A própria Maria louva ao Senhor.
No que diz respeito ao ensino que se pode tirar do ocorrido, podemos chegar a conclusão de que:

  1. A presença do Senhor deve causar alegria e louvor naqueles que O aguardam e amam. Isso fica evidente pela alegria do bebê e pelo louvor de Maria, que salmodia em adoração.
  2. É Deus quem convence o homem acerca da divindade de Jesus Cristo, como fica explícito pelo fato da declaração de Isabel ser fruto da ação do Espírito, assim como ocorre com Pedro em Mateus 16:16-17, a quem é revelado pelo Pai que Jesus é o Cristo.

Porque o aborto é antibíblico?

No que diz respeito ao tema proposto, os versículos acima servem de base para afirmar de forma autoritativa que o cristão não pode se posicionar a favor do aborto, pelos seguintes argumentos:

Primeiro, Jesus é adorado já no ventre da mãe, sendo chamado Senhor por Isabel, como vemos no versículo 43. Maria havia acabado de receber a notícia da gestação, de forma que para nós a discussão acerca de tempo de gestação para praticar o aborto sequer deveria ocorrer. A vida no ventre é vida, tenha ela semanas ou meses de desenvolvimento intra-uterino!

Aliás, vida esta sente e se alegra na graça de Deus, como o próprio João Batista que pula de alegria no ventre da sua mãe, sendo ainda um bebê de seis meses!!! Não só é vida, mas assim como nós, vida que tem sede de Deus!

Outras passagens na Palavra nos trazem informações preciosas acerca do início da vida já no feto, como por exemplo:

No tocante a João Batista, é declarado no versículo 15 do mesmo capítulo que ele seria cheio do Espírito Santo desde o ventre da sua mãe. Ora, ser preenchido e habitado pelo Espírito é uma possibilidade dada apenas ao ser humano, alma vivente! Não é dito que ele seria apto a ser cheio do Espírito a partir da terceira semana, quarta ou sétima! Estamos falando não apenas de João ser considerado humano antes da sua concepção, como também da declaração de sua humanidade  antes mesmo do ato de amor conjugal no qual ele seria gerado! Como pode o homem medir a vida por semanas, se Deus determina como vida antes que venha a ser?

No mesmo sentido, no Salmo 51:5 Davi aborda ter como característica o pecado desde a sua concepção, o que significa declarar sua humanidade desde a mesma, marcada pela natureza pecaminosa antes mesmo da sua formação. Assim como a possibilidade de ser habitado pelo Espírito Santo, a natureza caída é inerente ao ser humano!

O salmista louva ao Senhor por sua onisciência, considerando maravilhoso o fato de ter sido inserido no ventre de sua mãe, e que sua formação era determinadas pelo Senhor antes mesmo da gestação começar (Salmo 139:13-16). Tendo o Senhor decretado vida antes de que vida houvesse, não há homem com prerrogativa pra dizer o contrário. 

Em Jeremias 1:4-5 o Senhor declara que conhecia o profeta antes que eles estivesse formado no ventre da mãe, e que o elegeu profeta desde antes do seu nascimento. Os filhos são considerados herança do Senhor, e o fruto do ventre é considerado galardão para o homem cuja a casa é edificada pelo Senhor (Salmos 127:3).

6.   O homem foi feito segundo a imagem de Deus, não havendo permissão para que ninguém tire a vida do outro (Gênesis 9:6), o que é expresso no sexto mandamento de não matar (Êxodo 20:13). O judeu sabia que para Deus matar um bebê no ventre ou um homem seria assassinato com a mesma relevância e punibilidade aos olhos do Senhor! A terminologia pouco importava! Êxodo 21:22-25 aborda a igualdade da punição, abordando a hipótese em que durante uma briga uma mulher grávida fosse ferida e abortasse. Tal aborto geraria a possibilidade de matar o responsável. Logo, ao se declarar que uma vida paga por outra vida, a bíblia reconhece que o feto é um ser vivo antes do nascimento, visto que tal passagem está inserida no contexto em que se fala da proporcionalidade da pena ao agravo.

Afirmo com toda segurança: Com base no conceito bíblico de vida, o aborto é um pecado.  O pecado de matar, tirar uma vida, cometer assassinato! O homem não tem direito de tirar uma vida, e prestará contas ao Senhor por aqueles aos quais derramar o sangue. Um cristão não tem qualquer direito de odiar Caim por matar seu irmão movido por inveja, se apoia ou realiza o aborto pela incapacidade de amar o próximo  (tão próximo que habita o ventre) ou por egoísmo. 

Para nós cristãos, Deus é o único com a prerrogativa para dar ou tirar a vida humana. NEle "vivemos, nos movemos e existimos", e quando o Senhor "lhes retira o fôlego, morrem e voltam ao pó".

Encerro com uma frase de Tertuliano (Apologia IX): “Em nosso caso, sendo o assassinato totalmente proibido, não podemos destruir nem mesmo o feto no ventre... Impedir um nascimento é tão somente um homicídio mais rápido; não há diferença entre tirar-se a vida do que é nascido ou do que virá a nascer. Já é homem, aquele que se tornará em um; na semente, já tendes o fruto”.

Soberania divina e dignidade humana

É preciso compreender que quando se trata do aborto, duas questões importantes precisam ser levadas em consideração, sendo elas a soberania divina e a dignidade humana. O cristão precisa compreender que o debate sobre o aborto diz respeito em primeiro lugar à soberania de Deus sobre a vida das pessoas, e, em segundo lugar, à dignidade humana como uma realidade a ser defendida desde o ventre, independentemente do grau de desenvolvimento do embrião no ventre de uma mulher.

No tocante à dignidade humana, esta é utilizada tanto como argumento pró quanto contra o aborto. Aqueles que o defendem, vão ressaltar a dignidade da mulher, como sujeita de direitos e detentora do poder de escolha sobre o seu próprio corpo e vida; aqueles que se opõem destacarão  os direitos do nascituro, entre eles o de ter a vida preservada, considerando a sua incapacidade de pleitear seus próprios direitos.

Entretanto, devemos considerar o aborto à luz do pressuposto de que a vida, planejada ou não, desejada ou não, é prerrogativa do Senhor. É Deus como soberano Senhor do Universo quem decreta a imoralidade do aborto, e a falta de amor ao próximo que ele evidencia. 

É necessário, no fim das contas, considerar o valor da vida humana tendo em consideração o próprio Deus cria cada pessoa, e a partir da sua concepção, cada indivíduo carrega em si a imagem e semelhança de Deus.

Fundamentação Bíblica 

  • Gênesis 9:6
  • Êxodo 20:13
  • Êxodo 21:22-25
  • Jó 1:21
  • Salmos 51:5
  • Salmos 104:29
  • Salmos 139
  • Jeremias 1:4-5
  • Atos 17:28-30
Busque mais conhecimento sobre o assunto
  • Juramento Hipocrático
  • Declaração de Genebra
  • Infant Life Act (1929)
  • Abortion Act (1967)
  • Roe versus Wade (1973)
  • Primeira Conferência Internacional sobre o Aborto (1967) - "Não conseguimos encontrar o ponto no tempo entre a união do espoermatozóide com o óvulo e o nascimento de uma criança no qual não possamos dizer que essa não é uma vida humana."
  • Ronald Dworkin - Domínio da Vida
  • Credo Apostólico - Acerca da vida de Jesus iniciando na concepção pelo Espírito Santo
  • Declaração dos Direitos da Criança (1959)


domingo, 1 de julho de 2018

A necessidade de estar sempre aprendendo.


Antes de ensinar é preciso ser aluno. Aliás, a menos que você queira empacar na vida, ser aluno é necessário. 

Você começa com uma ideia, um tema ou objetivo, e de repente há ao menos três livros e duas apostilas empilhadas na sua mesa! Aqui estão meus professores. Eu faço minhas anotações, pois depois quem ensinará será eu.

Eu nunca vi metade dos meus professores, e boa parte deles morreu em questão de anos ou séculos! Sobre a minha mesa já tiveram professores que falavam muito, e os que falavam pouco; os que vão direto ao ponto e os que enrolam; até mesmo professores que não me ensinaram nada, mas que era preciso ouvir, mesmo que pra discordar.

No que diz respeito ao estudo teológico de um homem, eu penso que estudar é uma manifestação de amor a Deus e ao próximo. Louvamos ao Senhor quando nos empenhamos em aprender a fazer aquilo que O agrada; edificamos o próximo com aquilo que aprendemos.

Se empenhe em ser um bom aluno das disciplinas seculares, das Escrituras e de outros alunos que te antecederam. Pois mediante o Espírito Santo, o teu ensino pode conduzir alguém pra perto de Cristo. Consequentemente, a falta dele poderá deixar seus alunos (ou mesmo você) perdidos no meio do caminho. Não despreze a necessidade de aprender.


domingo, 24 de junho de 2018

O Chamado Pastoral


Como se identifica um chamado pastoral? É empolgação? Uma revelação extraordinária, como uma voz grave na sua cabeça dizendo que está sendo chamado naquele momento, ao qual você responde “Eis-me aqui”, por exemplo? Pode até ser isso. Mas pode ser muito mais.

O chamado pastoral começa com o amor a Deus e a igreja. Então seu chamado nem sempre será algo instantâneo, com data certa, mas sim a construção de toda uma vida ao Senhor, onde cada detalhe aponta para o que deve ser feito.

Seu chamado pastoral pode começar com a indignação de ver a Palavra de Deus ser negligenciada, colocada de lado; por ver as heresias e maldades realizadas por uma má interpretação. Isso mexe com você de forma que só consegue pensar “Eu tenho que tentar mudar isso”. E acredita que deverá se tornar um pastor bíblico para denunciar e combater esse quadro.

Às vezes você é tomado pela tristeza de ver almas perdidas e filhos de Deus sendo enganados. Você passa semanas cabisbaixo, sentindo que não tem voz para ajudar a todos. A dor deles é a sua, e você quer a possibilidade de mudar tudo isso.  E acredita que deverá se tornar um pastor piedoso, e pregar a Palavra,  cuidar das ovelhas feridas e buscar as perdidas.

Às vezes é algo mais sutil. Você olha pro seu pastor no púlpito dominicalmente, e ama o que ele está fazendo, e fica pensando consigo mesmo “É isso que eu quero fazer!”. Você pensa na bondade de Cristo na cruz, na justiça de Deus,  e na sua própria miséria! Você pensa em tudo que você era, e no fato de ter sido resgatado mesmo sem pedir, mesmo sem merecer, mesmo sem ser pesado na balança pelos erros que cometeu. E pensa: “Que mais eu posso querer da vida que não pregar as mesmas palavras que me tiraram da miséria?” Você acredita que deve se tornar pastor porque tudo que você mais quer é oferecer toda a vida a Cristo, e ainda ser pouco diante de tudo que passou!

Então você olha pra igreja. E pensa no voto de confiança que eles te deram quando você chegou. Pensa que com tantos motivos para te virar as costas, que mesmo sabendo quem você era, mesmo pérfido, devasso, iracundo ou descrente, também não te mediram pelo peso dos teus erros, e abraçaram você. Você aprende piedade e perdão observando o quanto eles foram piedosos te perdoando. E acredita que deverá se tornar um pastor para cuidar da igreja que um dia cuidou de você.

E as pessoas a sua volta começam a apontar para você a possibilidade dessa vocação. E ao invés disso te gerar uma ansiedade ou preocupação, você sorri e se sente lisonjeado. Na verdade, você pensa no quanto será feliz se elas estiverem certas. Você não olha pros prós e contras; não pensa em anos de faculdade jogados fora, na possibilidade de não ser um mega empresário, um funcionário público estável ou um doutor renomado. Você só pensa “Essa vida me faria feliz”. Com todas as dificuldades e “inseguranças” de viver peregrinando e proclamando o Evangelho seja lá onde for.  E acredita que deverá se tornar um pastor porque simplesmente não consegue cogitar outro futuro como o melhor.

Quando isso acontece, é o Espírito Santo te amadurecendo diariamente. Deus de fato não escolhe os capacitados; capacita os escolhidos. Um chamado pastoral vai além do que se sente, e engloba todas as áreas da sua vida. Chamado pastoral é o que se sente, é o que se vive, é o que se anseia. E enquanto você não compreender que a causa final de toda a sua vida é a proclamação do Evangelho e cuidado do povo de Deus, você não está pronto ou não está atento ao que o Senhor tem para você.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Análise do livro: O Cálice do Evangelho

Heey, tudo bem? Hoje a análise de livro é sobre uma obra de me deixou realmente empolgado e admirado! O Cálice do Evangelho: Somos salvos da Ira de Deus, por meio de Deus, para a glória de Deus!

Um livro que não teria problema nenhum de ser julgado pela capa...


O livro, prefaciado pelo Reverendo Renato Vargens, já começa intrigante pelo título, embora quem conheça o autor, Rodrigo Caeté, sabe que este título não é dos mais assustadores, se compararmos com alguns artigos do seu blog (http://rodrigocaete.blogspot.com.br/) como "O homossexualismo não é apenas PECADO, mas também JUÍZO de Deus" e "VOCÊ É 'BURRO' OU CRISTÃO?". Títulos que são ótimos clickbaits, embora eu saiba que meu bom amigo não aufere renda por publicidade na sua página, o que não o impede de ser bem criativo na hora de criar os nomes para os seus artigos. E embora pareça desconexo dizer isso, acredito que o Rodrigo não poderia ter escolhido outra pessoa para escrever o seu prefácio, afinal ele e o Reverendo Renato Vargens tem o mesmo estilo de escrita, de forma que o prefácio é para o resto do livro como a esposa é para seu marido.

Pra quem não conhece o Rodrigo, ele é formando no Seminário Teológico Congregacional de Niterói, membro da Igreja Evangélica Congregacional do Mutuá, licenciado em Letras com habilitação em Português, Redação e Literaturas brasileira e portuguesa (UFRJ); pós-graduando em Teologia Bíblica pelo CPAJ (Centro Presbiteriano Andrew Jumper/Universidade Mackenzie) e professor do seminário da Igreja Evangélica Congregacional de Andorinhas. E embora não conste no livro, ele faz parte do Papo Alternativo (um grupo que promove discussões sobre cosmovisão cristã com foco na mocidade) junto comigo e mais alguns amigos, sob a supervisão do Presbítero Fábio Macedo, da Igreja Evangélica Congregacional do Barradas.

Não minto quando eu digo que foi um dos livros que mais saboreei a leitura, a qual agregou bastante ao meu conhecimento particular do Evangelho, ao apresentar a tríade preposicional no tocante a salvação. É possível expandir a compreensão do Evangelho se analisarmos, ainda que sob o aspecto da condescendência divina, a finalidade, o meio e a motivação da obra redentora realizada por Cristo em nossas vidas. Conceitos como a união hipostática das naturezas de Cristo são apresentadas com uma linguagem simples e coerente; percebe-se a paixão do autor pelo tema em cada linha, e na escolha da base bibliográfica do seu trabalho. Aliás, o Rodrigo ganhou minha aprovação do texto simplesmente porque usou Jonathan Edwards para falar da Ira de Deus, o que pra mim é imprescindível, tanto quanto a escolha de usar John Piper para apresentar pontos chaves de um livro de soteriologia .

O livro é escrito de forma simples, e termos mais complexos quase não aparecem, e quando isso acontece, a conceituação do termo é impecavelmente simples e compreensível! Dá pra perceber a preocupação do autor com o entendimento do público. Não tem como reclamar de dificuldade para compreensão daquilo que o autor escreve, e o livro se torna muito mais atraente pela desnecessidade de leitura de nota de rodapé ou pesquisas em livros e Google Search para elucidar a dúvida de um termo que apareça! 

Eu realmente recomendo o livro, que poderia inclusive ser usado como material para um conteúdo programático para o estudo do tema nas Escolas Bíblicas Dominicais das nossas igrejas. Que o Senhor continue abençoando o Rodrigo Caeté para que possa escrever mais e mais, pois meu sonho é ver nós, congregacionais, produzindo teologia de boa qualidade! Minha recomendação para o leitor é que tenha o livro em uma mão e a bíblia na outra, embora para sua felicidade o Rodrigo transcreva os versículos base das suas posições para o livro (e como eu já disse no artigo anterior, eu amo essa facilidade para uma leitura corrida).

Quer saber por que o livro é tão bom? Então adquira o seu, porque spoiler é pecado haha! Vai valer a pena!!!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Análise do livro: Desafios de Uma Nova Reforma

Ei, tudo bem?



Esse artigo traz mais uma análise de livro, e é a primeira vez que analiso um livro do meu pastor, Reverendo Idauro de Oliveira Campos Júnior. É o terceiro livro dele, que também tem um blog e diversos artigos (alguns no Genizah). Ganhei o meu livro de presente do próprio Reverendo Idauro, no dia do lançamento oficial. O autor corderna um grupo de mentoria do qual faço parte, e cada membro recebeu o seu de presente!



O livro foi lançado após o período de comemoração do 500 anos da Reforma Protestante, o que torna sua leitura ainda mais conveniente. Milhares de igrejas comemoraram a data, o que foi razão de notícias inclusive na mídia secular.

A proposta do autor é num primeiro momento analisar a Reforma Protestante de Lutero e os fatores que influenciaram diretamente no seu resultado, e logo após apresentar o cenário social e religioso da igreja na Pós-Modernidade com seus pontos cruciais para compreender as dificuldades e a possibilidade de êxito de uma nova Reforma.

Embora eu recomende a leitura da obra por qualquer cristão com o mínimo de interesse na saúde da igreja, reconheço certa complexidade na obra. O estilo do autor é acadêmico, e não poderia ser diferente, por tratar-se do fruto dos estudos de Pós-Graduação em Teologia Contemporânea! Podemos reparar que o livro é marcado por linguagem acadêmica/teológica, e isso é visível pela quantidade de notas de rodapé nos primeiros capítulos (os mais conceituais). Isso para um leitor comum torna o livro massante em alguns momentos, pela necessidade ou pouca familiaridade com leitura de notas.

Em todo caso, na hipótese de ser um leitor de outras obras do autor, perceberá uma sutil mudança de estilo, caracterizada pela diminuição do uso de paráfrases e citações diretas, mais presentes no livro "Desigrejados". Eu sinceramente prefiro esse recurso para uma leitura mais corrida, fluída, mas devo reconhecer que os conceitos nas palavras do autor tornam a obra mais parecida com ele, e demonstra a segurança do autor para abordar o tema sem citação autores que chancelem suas posições.


Assim como o Jonas Madureira, mais um livro que comprova minha posição de que você é o que escreve. Vemos claramente um autor engajado com a história da igreja, e antes que diga que isso é só uma consequência da escrita acadêmica e do objetivo do texto, também é muito nítido o estilo e experiência de um pastor por detrás de cada parágrafo.

Feitas as considerações sobre as peculiaridades do autor, passo a analisar o conteúdo. O autor começa demostrando os desafios da ocorrência de uma nova Reforma Protestante, comparando o contexto da reforma de Lutero com o nosso contexto. Devemos reconhecer que o avivamento foi um grande evento para o molde da sociedade na época, e tenho tendência a concordar com Martin Dreher quando este afirma que a reforma não poderia ter ocorrido em outro momento da história. Os cenários de guerras, lutas de poder, desenvolvimento da imprensa, os problemas da moralidade da igreja. O Senhor convergiu todos esses fatores no plano de renovação da igreja.  Da mesma forma o Reverendo Idauro Campos analisa não apenas os fatores negativos, considerados desafios, como explora também os positivos. 

Nesse ponto, ele apresenta as redes sociais como uma faca de dois gumes. O tema é explorado tanto como um desafio para uma nova reforma como também um dos fatores que poderiam iniciar a mesma. No tocante aos desafios, é extremamente fácil concordar com o autor, que demonstra que nossos desafios são maiores que o de Lutero, que não lidou com questões como o pluralismo, mídia e os pilares da Pós-Modernidade.

Talvez um dos pontos que mais tenha tomado minha atenção no que diz respeito a pensar uma nova Reforma Protestante é a necessidade de uma reforma litúrgica, o que muito se assemelha ao que Lutero teve que realizar em seu tempo, inclusive nos mesmos tópicos: pregação, adoração, teocentrismo e vida pessoal. Aliás, é assustador ver que se considerarmos os pontos trazidos pelo autor sobre o que deve mudar na igreja, a igreja basicamente regrediu naquilo que a Reforma tentou consertar. Novamente precisamos de reforma litúrgica, novamente precisamos da participação do leigo no movimento, novamente precisamos do uso eficaz da mídia para o querigma, novamente precisamos de um reavivamento operado pelo Espírito Santo! Sim, a Reforma Protestante só teve êxito pelo fato do Senhor ter operado um reavivamento!

Não gosto de ser muito detalhista na exposição de um livro, pois o importante é que o leitor procure a obra e tire sempre suas próprias conclusões. Leia meu artigo, julgue e retenha o que é bom. Compare minhas colocações com as do autor para apurar a verdade, e coloque tanto a mim quanto o autor diante daquilo que a Palavra nos ensina! Deus te abençoe na busca por conhecimento e por uma nova Reforma!!!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Nossos jovens são os mais desonestos e criminosos de todos os tempos

O QUADRO BRASILEIRO DA PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS

É muito triste para mim precisar escrever este artigo.  Há pessoas que têm prazer na leitura, e outras na escrita. Estou nesse último grupo. É desafiante construir uma frase capaz de dizer tudo que você quer expressar, e as vezes uma frase que deixe tudo nas entrelinhas, de acordo com a sua vontade. Não é fácil se fazer inteligível para as outras pessoas, levá-las a compreender seu ponto de vista, que as vezes só vai ficar claro no final de todo um texto bem elaborado.

A história das pessoas é feita das palavras que sobreviveram ao tempo. Um discurso sobre um sonho inspirou pessoas oprimidas a não desistirem, a pena e tinteiro já libertaram ou mataram mais homens do que espadas. A própria existência de tudo a nossa volta se deu por palavras; se deu pelo Verbo. As ideias de uma pessoa têm muito a dizer sobre ela, e, quando postas em papel ou divulgadas por qualquer outro meio, o objetivo é ser ouvido pelos outros. Mas isso é feito sem abrir mão da individualidade dos nossos escritórios, estúdios, quartos, poltronas, cafeterias e demais espaços criativos; dos nossos cadernos, tablets, computadores, violões, telas de pintura, câmeras e redes sociais; das nossas inspirações, nossas motivações, do objeto do nosso amor declarado, da nossa revolta ou do nosso protesto. O direito autoral de uma pessoa é a própria pessoa.

Eu amo assistir vídeos no YouTube, e acompanhei recentemente nos canais que inscrevi a notícia de que os youtubers Mateus Hwang e Satty (Canal Pense Geek) estavam sendo acusados de plagiar vídeos de outros canais. No primeiro caso, o youtuber Botão Select comprovou que os vídeos no qual o Mateus diz estar tocando, são na verdade vídeos de outros canais que não são famosos, e logo desconhecidos da maioria. No segundo caso, a youtuber Satty traduzia os vídeos de conteúdo pop e de animes e mangás de canais estrangeiros como se fossem criação intelectual dela. 

O Mother's Basement, uma das vítimas da moça tomou conhecimento através dos seus fãs de que  havia uma youtuber brasileira plagiando o conteúdo dele, e ao comprovar o crime, postou um vídeo em seu canal confrontando os conteúdos dela com o dele e de outros três youtubers, provando que, mais do que inspirar-se nos vídeos dele, ela os copiava: mesmos temas, mesma ordem de apresentação dos tópicos, mesmas palavras (e até piadas!) e até mesmo as imagens de capa do vídeo eram iguais!!! No primeiro caso, o rapaz desculpou-se pelo que fez. Já no segundo caso, a Satty negou o plágio mesmo com todas as provas, e logo depois excluiu todas as suas redes sociais.

Ontem tive acesso ao vídeo do Zelune no qual ele nos mostra que o plágio de conteúdo de canais no YouTube é muito pequeno diante da hipótese apresentada por ele, qual seja, o plágio de conteúdo de redes sociais pelo Otariano. Conforme ele demonstra, o responsável pelos perfis do Otariano usou mecanismos para adquirir seguidores para suas redes, a fim de obter maior alcance, e sempre que via uma postagem que considerava interessante e atraente, copiava e postava como se fosse de sua autoria. O ato era seguido do bloqueio do perfil copiado, para que a pessoa jamais percebesse que fora plagiada, o que não impedia o Otariano de continuar vendo e copiando a pessoa sem o seu conhecimento. Por essa razão o youtuber começou uma campanha incentivando seus seguidores a denunciar o caso para as plataformas responsáveis pelas redes sociais nas quais o Otariano atua.

Infelizmente tal prática não se restringe apenas ao conteúdo de canais de vídeos e redes sociais, como também na área acadêmica (escolas e universidades), e nas plataformas como o próprio Blogger. Neste último caso temos por exemplo, duas páginas diferentes que deram a mesma resposta para uma pergunta, com uma copiando inclusive os erros de escrita da outra! É o caso do Diário de Biologia e o blog do Angelo Branco. Tentei neste caso denunciar, mas tudo que pude fazer foi contatar a autora do conteúdo, visto que as políticas não permitem que terceiro denuncie a ocorrência de plágio, o que para mim não faz sentido!

QUEM SÃO E O QUE ESTÃO GANHANDO DE NÓS

Ficou claro para você o padrão acima? Quem está fazendo essas coisas são os jovens! A geração de 1990 e 2000!!! Uma geração com jovens que não entendem conceitos básicos como personalidade, moralidade, ética e propriedade! É por isso que afirmo que somos a geração mais criminosa e sem criatividade de todos os tempos. 

Antigamente quando alguém tentava tirar vantagem de outras pessoas, era taxado de malandro e 171, que é uma alusão ao artigo do Código Penal referente ao crime de estelionato. Atualmente podemos chamar essa galera mais malandra de 184, porque deixou de tentar obter vantagem ilícita enganando os outros e passou a violar direitos autorais, copiando, mesmo que parcialmente o conteúdo dos outros, da forma prevista no Código Penal. Quando o Chacrinha adaptou a frase de Antoine Lavoisier e disse que nada se cria e tudo se copia os caras levaram a sério! Estamos vendo que não se trata de inspirar-se no conteúdo do outro: é roubo descarado! Os caras tem preguiça de ler, reter o que é bom e por nas próprias palavras de acordo com aquilo que você aprendeu e quer passar para os outros! Não! Eles querem conteúdo bem feito, e rápido! Eles querem pegar o que tem de melhor dos outros e tomarem posse com a finalidade de lucrar com os anúncios!

Nesse ponto, é interessante deixar claro que a propriedade intelectual de uma pessoa é ao mesmo tempo um direito de sua personalidade e seu patrimônio! Olhamos para uma obra e vemos nela o seu autor! Cada palavra, cada traço, cor, nota musical, estilo de escrita... Tudo isso é a própria pessoa! Muitas vezes escrever se torna uma atividade assustadora para mim, porque eu olho pro papel em pontos que não gosto de admitir nem para mim e acabo dizendo "Infelizmente isto aqui sou eu.". Quanta coisa produzi e joguei fora porque sabia que ia revelar mais que uma obra textual. Sabia que revelaria a mim mesmo de uma forma que não me permito fazer a qualquer pessoa!

"Ser ou não ser" é Shakespeare; Abaporu é Tarsila do Amaral; "O Estado sou eu" é Luis XIV; Pecadores nas Mãos de Um Deus Irado é Jonathan Edwards! Entendeu onde quero chegar? O conteúdo vai além do que se escreve, o conteúdo é quem se é!

E para muitos o que se produz é também o que se come. Ainda não tive a felicidade de ser pago para escrever e nem consegui lançar um dos meus livros, mas boa parte dessa galera roubada vive do seu conteúdo! Para um youtuber, produzir um conteúdo de qualidade significa ser visto e reconhecido, e consequentemente atrair a atenção de empresas querendo anunciar seus produtos, pois sabem que a propaganda de fato será vista por um público alvo mais preciso, diferente do que ocorre com a propaganda de televisão! Os custos para propaganda em rede são muito menores! O exemplo dos perfis do Otariano, por exemplo, é a diferença de uma empresa procurar a mim e procurar a ele para pagar por um anúncio! No caso dos youtubers é ganhar dinheiro com o suor alheio, ainda mais quando seu canal tem milhares de seguidores a mais do que aquele que você roubou! No YouTube você precisa de visualizações para monetizar seus vídeos, e é muito errado querer fazer isso se aproveitando do esforço de outrem, sem ao menos fazer alusão ao canal plagiado, para que este tenha a possibilidade de ter seus vídeos assistidos e monetizados também! Assim, outras pessoas podem estar ganhando dinheiro pelo seu conteúdo no seu lugar!

Plágio é crime, é dizer que criou algo que já existia. A palavra tem origem do grego, plagios, que era o descaminho de escravos, e no direito romano englobava a venda fraudulenta dos mesmos! Atualmente, plágio é a venda fraudulenta de conteúdo de outrem!!!

Propriedade intelectual é um direito, um bem a ser preservado e protegido pelo Estado, de forma que o artigo 5º, XXVII e XXVIII da Constituição prevê como direito exclusivo do seu autor! Razão pela qual foi editada a Lei nº 9610, de 19.2.1998 (Lei de Direitos Autorais). Razão pela qual há um crime previsto no artigo 184 do Código Penal!!!

Infelizmente tenho visto que essa nossa juventude não tem nenhum respeito pelo que é do outro. É descaradamente criminosa, e ainda se vitimiza quando confrontada com essa realidade. Logo que exposto por seu crime, o ídolo faz um apelo para sua legião de seguidores virtuais que passam a hostilizar a vítima!!! 

Em contrapartida, sejamos também sensatos para não hostilizar ao culpado além do que a moralidade permite. Infelizmente acompanhei esses plagiadores serem vítimas de muitos insultos e palavras infames, que excederam até a razão da ofensa, e que a ela nada diziam respeito! Cuidado com seu excesso de justiça para não se tornar você o criminoso! Injúria, calúnia, difamação e constrangimento ilegal também são crimes!

Infelizmente não produzo conteúdo de imagem, e essa foi a única sem direitos autorais.


SAIBA MAIS SOBRE O TEMA


Até mesmo para que eu não seja acusado de plagiar conteúdo, faço questão de apresentar todo o material intelectual usado para escrever esse artigo. A investigação dos casos de plágio não foram feitas por mim, e sim pelos produtores de conteúdo abaixo, através dos quais tomei conhecimento do problema! Vale a pena dar uma olhada!

Veja o vídeo do canal Botão Select, onde ele demonstra o plágio em vídeos do Mateus Hwang: https://www.youtube.com/watch?v=IOzyI1ZVwls

Veja o vídeo no qual o youtuber Mother's Basemente prova que a Satty do Pense Geek roubou seu conteúdo: https://www.youtube.com/watch?v=4QN-ahNDLfI&t=640s

Sobre o plágio de conteúdo das redes sociais, assista ao vídeo de Zelune onde fala sobre os perfis do Otariano: https://www.youtube.com/watch?v=PhYdEzFWjXU&t=2s

Sobre o plágio de conteúdo textual, compare a postagem de:  http://diariodebiologia.com/2011/05/feijao-milho-inteiros-coco-fezes/ com a de: http://www.angelobranco.com.br/2011/05/por-que-feijao-e-milho-saem-inteiros-no.html

Sobre os crimes autorais:

http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11057
https://stj.jusbrasil.com.br/noticias/3174944/plagio-quando-a-copia-vira-crime

domingo, 6 de maio de 2018

Spoiler é pecado!

Esse artigo é pra você que passou a semana postando memes com informações chave da trama de "Vingadores: Guerra Infinita"! Você é um pecador!!!



Confesso que também serve mim, que não havia assistido o filme mas partilhava os memes! Por isso agradeço minha namorada pela repreensão recebida no dia, e é em cima dos argumentos dela que eu acabei tendo a ideia de me aprofundar um tanto mais no assunto para poder escrever esse texto. Portanto, eu afirmo: SPOILER É PECADO! Eis as provas:

Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.
Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo.
Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.
Romanos 14:19-21 [grifo meu]

O texto de Paulo na carta para igreja de Roma aborda a questão das práticas individuais de alguns irmãos que tinham uma postura de abstenção de consumo de carne, ou mesmo a guarda sabática, enquanto outros irmãos não observavam tais posturas. Paulo mostra que o fazer ou não é uma questão pessoal daquele irmão, que toma sua decisão visando seguir e agradar o Senhor.

O apóstolo segue o texto dizendo que aquilo que os irmãos deveriam fazer, o fariam para a paz e edificação uns dos outros. E veja que a questão não fica restrita ao consumo de bebidas ou carne, e apresenta a possibilidade de causar tropeço ou escândalo através de outras coisas. 

Sejamos sinceros, ninguém edifica o outro com spoilers! Então quando você faz isso, está na melhor hipótese falando coisas sem utilidade nenhuma para as pessoas a sua volta! Dar um bom spoiler não vai edificar ninguém, e muito menos gerar paz!!! Vai é gerar conflitos, tretas, membros saindo dos grupos de whatsapp da família, fim de amizades e namoros! Spoiler não é de Deus, gente! Com toda a ressalva da hipérbole, podemos de fato apontar o pecado no spoiler, porque tudo que essa prática faz é irar as pessoas, e em alguns casos a levarem inclusive a proferir palavras torpes!

Não se esqueça que como cristão você não deve agir com a finalidade de irritar as pessoas. Não vamos ficar com essa ideia de "É infantilidade se irritar.... É só um filme.... Etc..."; vamos parar para pensar que os outros tem tanto direito de se surpreender assistindo o filme quanto você que já assistiu! É realmente frustrante saber uma informação importante e ao invés de ser impressionado por uma cena, passar o filme todo ansioso esperando por ela, e quando acontece, não ter a mesma emoção! Nós devemos buscar a paz com as outras pessoas a nossa volta! (Rm 12:18)

Bem, agora que você sabe que o spoiler é pecado porque é causa de tropeço na vida do outro, além de um desvio nos deveres de paz, comunhão e edificação, permito-me dar um último spoiler do que vai acontecer com você, treteiro de Facebook que não se arrepender:



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